Queda do muro "surpreendeu os próprios alemães"

O embaixador da República Federal da Alemanha em Portugal, Helmut Elfenkamper, considerou hoje, em Lisboa, que a queda do muro em Berlim há 20 anos foi uma revolução pacífica que na altura "surpreendeu os próprios alemães".
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A queda do muro, que considerou o "elemento mais visível da guerra fria", "surpreendeu" os próprios alemães porque estes nunca tinham pensado assistir a este acontecimento em vida, sublinhou o embaixador alemão, que falava hoje no colóquio "A Queda do Muro em Berlim - 20 anos Depois".

A queda do muro resultou do desejo de mudança e de liberdade dos cidadãos da Alemanha e da Europa de Leste e da coincidência de uma série de acontecimentos históricos, disse.

Para o pacífico desenrolar dos acontecimentos subsequentes à queda do muro, o embaixador sublinhou a contribuição do "eficaz apoio" dos Estados Unidos de George Bush e da atitude moderada da União Soviética liderada por Mikhail Gorbatchov.

 Na Alemanha, o vigésimo aniversário da queda do muro é celebrado com retrospectivas do acontecimento, que foi uma "vitória da liberdade", e com esperança no futuro, sublinhou ainda o embaixador.  

O colóquio "A Queda do Muro em Berlim - 20 anos Depois" é organizado pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em colaboração com a Embaixada da Alemanha e do Goethe-Institut Portugal.  

Além do colóquio, que hoje decorre em Lisboa, a queda do muro é comemorada pelo Goethe-Institut com ciclos de cinema e de leituras e várias exposições.

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